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25/11/2025
Representatividade
Audiência pública pelo fim da escala 6x1 foi um sucesso
No dia 19 de novembro de 2025, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul foi palco de um evento muito importante para os trabalhadores da Serra Gaúcha. A audiência pública, organizada pelo movimento sindical, transformou a sede do Legislativo caxiense em espaço de debate sobre o projeto de lei que visa pôr fim à escala de trabalho 6x1 e instituir o regime 5x2.
A proposta tramita no Congresso Nacional e, se aprovada, prevê que, em vez de trabalhar seis dias e folgar um, o trabalhador passe a trabalhar cinco dias e a ter dois dias de descanso — o que também implica a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Tudo isso sem redução de salário.
Nosso diretor de administração, Ademar Sgarbossa, que ocupou a tribuna em um dos pronunciamentos durante a audiência pública, destaca a importância do evento e o papel do Sintep/Serra-RS como articulador dessa pauta. “Somos um dos sindicatos na linha de frente dessa luta pela redução da jornada de trabalho. Como entidade filiada à CUT, estamos participando de uma campanha cujo lema é ‘a vida não tem hora extra’”, afirma Ademar Sgarbossa.

Ações efetivas para uma nova escala de trabalho
O diretor de administração do Sintep/Serra-RS explica que uma das ações mais relevantes da campanha foi a realização de um plebiscito popular para ouvir os trabalhadores sobre o fim da escala 6x1.
A pergunta era direta: “Você concorda com o fim da escala 6x1, que significa a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário?” Milhares de trabalhadores foram ouvidos em todo o Brasil, e o resultado da consulta foi entregue ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrando a importância da mudança da escala de trabalho para a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
A realidade da Serra Gaúcha
Ademar Sgarbossa destaca que, no âmbito de atuação do Sintep/Serra-RS, há instituições do ensino privado que já praticam a jornada 5x2 — caso, por exemplo, da Universidade de Caxias do Sul. “No entanto, há situações em que, apesar da jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga, a carga horária semanal é de 44 horas, e nós defendemos que seja fixada em 40 horas”, finaliza o dirigente sindical.


